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Tempo de Acreditar

Acreditar destrói os medos...

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Mas depois de um tempo, aprendi que não há nada mais precioso do que o Silêncio de Deus. Tantas vezes, orei, para que os meus "pedidos do coração" fossem atendidos (aqueles que você não ousa revelar para ninguém, a não ser para Deus). E tantas vezes recebi: "Não!" E também "espere!"

A imaturidade me fazia olhar para as respostas e pensar: Ei Deus! Você está me ouvindo?!. Mas no silêncio dos dias sem resposta, O Espírito Santos estava trabalhando arduamente em favor de mim...

Os NÃO de Deus, eram na verdade benção disfarçadas! Hoje, eu compreendo tão claramente isso. E brota uma gratidão, toda bonita dentro de mim...
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O que seria do meu eu agora, sem todas as histórias que vivi? O que eu deixei para trás quando encontrei coisas das quais eu nem sabia que procurava?

E bate uma curiosidade de saber, em quais esquinas eu teria virado, se não fossem os acidentes de trajetos que me foram causados, reflexos dos caminhos tortos que escolhi....

Quando se está no auge das escolhas, você quer abraçar o mundo, pertencer, ser aceito. E então você escolhe, e você pode dizer não, mas diz sim, mesmo sabendo que a outra opção é melhor....

Afinal, o que seria de mim hoje, se eu tivesse falado o que estava entalado na garganta?

Sinto muito, por ter causado tantos danos, em mim, nos outros. Mas quais os outros danos não teriam sido causados sem os que eu causei?

A vida talvez seja um livro de escolhas das quais não posso escolher sem que ela escolha primeiro. Porém, apesar de tudo, posso escolher os pontos como uma forma de recomeços ou de terminar os próximos capítulos, e, quem sabe, a história toda.

Sou uma parte bem pequena, de um universo que também é pequeno perto das mudanças constantes que se tem, durante a vida, que, por outro lado, é bem longa, e por assim dizer, infinita perto das escolhas que deixei para trás, sem que eu pudesse saber das consequências que esse desleixo haveria de trazer.

Mas hoje, eu tirei a poeira do livro, ensaiei uns recomeços novos e me pus a escrevê-los, e vamos ver, onde essas páginas irão me levar....

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Um mês....

Hoje faz exatamente um mês, que o telefone tocou, 

e a mais avassaladora de todas as notícias me foi dada. 
Perdi o chão, perdi a motivação, perdi o irmão...

Pontualmente um mês....
Que os dias se tornaram tristonhos e as noites mais longas...

Precisamente um mês...

Que a casa tornou-se vazia, 

as piadas perderam a graça e a saudade tomou conta de todos os cômodos da casa T__T
Faz um mês...

Que desaprendi a dormir sozinha e para os olhos, 

a previsão é sempre de chuva... E chove, e chove...
Propriamente um mês...

Que aprendi, da forma mais difícil, o quão frágil, muito frágil a vida é. 

Nos surpreende muitas vezes de formas boas, 
mas as ruins não deixam de acontecer. 

Meu irmão partiu, Deus quis levar...
E confesso que já questionei, 
e implorei que o teor daquela ligação fosse um engano
como um daqueles pesadelos que se tem durante a noite, 
                                           mas em seguida, você acorda, e está tudo bem...

A saudade é grande, aperta e doí. 

No meu coração te levo, PRA SEMPRE. 

Em breve, muito em breve nos vemos meu irmão, 
não vai demorar.
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Desmanchei as cordas, lancei-me no barco e me pus a remar. Sem saber onde essas águas agitadas iriam me levar.  Só fui, porque fazia tempo que queria fazer essa viagem.

Tola eu, de achar que o navegar por esses líquidos seria em tons de calmaria, aliás, nunca foi, nem mesmo o “andar em terras firmes’’, porque agora seria diferente. Não é mesmo?

Eu não sabia o jeito certo de remar, mesmo assim me arremessei naquela estremecida torrente barranqueira. Fui… Peito aberto, coração na mão e um frio dos bons, feitos borboletas saltitantes no estômago.

Me pus a remar, porque o vento conspirava a favor, e nessas horas continuar remando é a única coisa que se pode fazer.

Em umas dessas ribanceiras em que a canoa passou, vi minha face projetada no espelho d’água, fiquei-me a olhar e possivelmente na distração, não avistei a nebrina, o olhar ficou turvo e eu quase pedir o controle. Para ser exata, por algumas horas, pedir a direção do leme.

Com o balanço das ondas, eu quase cair do barco, eu até pensei em pular, eu desisto fácil, você sabe. Aquela furiosa tempestade quase me tirou o chão, ela não passava nunca, provavelmente continua aqui, em cima da minha cabeça.

Mas sabe, tenho aprendido que afundar é uma possibilidade quando se estar a remar. Mas eu também descobrir, que no meio de um naufrágio é possível nadar.

Enquanto tiver forças, é preciso continuar a remar, porque a viagem embora algumas vezes se apresente de forma turbulenta, nunca vai ser atoa, no fim se descobre que vale apena.

Quando se avistar o farol e chegar o tempo de atracar o barco. Eu quero descobrir que esta jornada valeu apena, mesmo que tenha sido para a possibilidade do encontro com a minha futura ‘‘eu’’

 Que por mim valeu apena.

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Diz que não quer e quer,
Bola para frente e anda três passos para trás. Esconder de quem? Se está na cara.
Doe mais passa, não passa e fica, as vezes doe forte outras vezes nem se sente.
 Tempo nem sempre cura tudo...
Diz que virou a página, mais volta, volta tudo outra vez... 
Como se gostasse um pouco disso,
De ler sempre o mesmo livro, ouvir sempre a mesma música, lembrar sempre do mesmo cara e sofrer tudo outra vez...
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Quando decidir andarilhar pela cidade, os olhos ardiam e a neblina ainda escorria no céu. Eu não sabia muito bem o que poderia encontrar, mais fui, porque fazia tempo que eu queria fotografar o cotidiano dos sujeitos do centro da cidade.
Antes de ir, vesti-me da única prescrição: Olhar devagar os pequenos detalhes do lugar, e perceber, o que os meus olhos ainda não haviam notados de uma maneira singular...
De cara, as primeiras impressões. A cidade tem uma dinâmica única, que conforme o correr das horas, a metamorfose emerge e aflora. E como aflora!
De manhã, as pessoas passam, correm, vão de um lado para outro nessa vida intensa e agitada e quase não sobra tempo para se olharem nos olhos, cumprimentar o outro, desejar bom dia....
Por entre as ruas do centro, vi dualidades se contrapondo, ouvir sussurros, sorriso saudosista, presenciei trabalhadores nas primeiras horas do dia, caminhando, pedalando pelas vielas de concreto, e eu só queria saber para onde iriam...
Olhar devagar quem me olhava rápido, me fez compreender que há sempre algo novo, esperando para ser descoberto. Que há beleza em dias nublados e acordar cedo nem sempre é tão ruim...

Tenho descoberto, que coisas incríveis acontecem, sempre quando nos predispomos a ir, peito aberto e coração acessível ao encontro com o outro ♥
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Ir a este lugar sempre me rende um olhar novo sobre ele, porque fotografar é isto, é olha devagar. Observar, sentir e enxergar o que ninguém não viu...
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SOBRE MIM

Oi, eu sou a Leila! Uma eterna colecionadora de histórias, sonhos e memórias. Aqui é onde eu compartilho as lembranças de tudo o que eu vivo e experiencio pelo meu caminho. Pequenos registros, pensamentos soltos e inspirações para uma vida mais simples e autoral. Porque eu tenho um par de asas na alma, sinto tudo com toda a intensidade e acredito que todos os dias é um grande dia para viver algo incrível....

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